Blog refúgio.
#Ontem, em minhas leituras (facilitadas pela motivadora e querida professora Zilda Freitas), tomei um susto ao ler no texto O Marinheiro, do semi-heteronimo Carlos Franco, a frase estratégicamente bolada pelo genial Fernando Pessoa: "NA VIDA AQUECE SER PEQUENO..." [pausa, e já me instiga as proprias reticências]
Embora pareça simples, confesso esta ser a frase que mais me extasiou, e saí da sala com água na boca por escrever, transpassar sensações a respeito, embora me faltam todas.
Sem mais enrolar, começo afirmando que o 'aquece' dá ideia de 'basta', ou seja, é mais confortável. E eu na minha humilde ousadia a completaria dizendo que não só aquece, mas é até mais gostoso ser pequeno.
Lógico que o caro leitor entende 'o pequeno' como as coisas socialmente tidas como pequenas. Dadas à simplicidade. Embora eu saiba que buscar 'ser grande' é um instinto, o mais importante na vida está em mostrar-se humilde.
Ser grande é sempre ser mais cobrado, o 'grande' sempre está em mais evidência, permitindo ser o mais cotado e o primeiro a ser notado ao cair, ao vacilar... Perder-se no instinto de querer ser sempre evidente, é prenúncio para notar uma vida suplérflua, marcada em coisas pérfidas, de sentimentos insólitos. E alguem chegará até ti e dirá: "Caro, Éreis Feliz?" [O que responderá?]
No texto, três irmãs que velam uma quarta irmã morta, lembram da falta de valorização de cada uma às coisas simples, do notar a brisa do mar, o verde dos montes, das conversas jogadas ao vento com os amigos chegados, da relembrança...
- Fernando, que Pessoa é você? Que Cousa.... Minha mãe disse que é feio causar tanta inveja nas pessoas assim... [inveja boa, é claro]