quarta-feira, 27 de julho de 2011

Dúvida

Como posso dar-te o que nem conheço em mim?
                   Que poderei eu retribuir o que nem percebo?
A quem posso defender sobre o que não sei?
           Esta minha sina? Fria sensação de falsa recíproca?
Maldita vontade de não estar perto por vontade!
                                    Maldade.

terça-feira, 26 de julho de 2011

Meu Canto!

Esses agudos dissonantes...
... do rouxinol que clama atenção,
faz-me lembrar de sempre entoar minha voz aos sete cantos...
Eis - me outra vez a mercê da poesia, esta que se entrega a qualquer mão faminta...
que se dá aos prazeres dos olhos... e nunca se cala.
Me atrai, e rouba de mim meus melhores pensamentos... toma pra si toda minha angústia.
Como não sei esquecer de ti, em teu ninho, deito meus olhos para descansar na eternidade.